É bastante comum ouvir um gestor queixando-se do comportamento de colaboradores, que, com frequência preocupante, desgastam, por meio de comentários distorcidos e conclusões apressadas e inconsequentes, as organização em que trabalham. Isso acaba comprometendo o trabalho não só dos implicados, mas dos funcionários em geral, tornando o clima organizacional desagradável e instável.
Na verdade, o conjunto de funcionários de uma organização comporta-se como quaisquer outros grupos humanos. Suas dúvidas e inseguranças são naturalmente compartilhadas. Como a psicologia demonstra por meio de experimentos, os fatos sofrem distorções ao serem repassados de um indivíduo para outro. Nas empresas, propostas pouco claras acabam gerando interpretações equivocadas, responsáveis por distorções cada vez maiores e mais prejudiciais.
A solução para esse tipo de problema está em um dos quesitos básicos da gestão de pessoas: a comunicação. Dois são os pontos básicos a serem considerados pelo gestor que se preocupa em desatar esse nó.
Primeiramente, a organização deve sempre mostrar-se transparente e aberta ao diálogo. Assim, o espaço para interpretações equivocadas e dúbias será substancialmente reduzido.
Em segundo lugar, a comunicação deve ser assertiva. Isso significa que o gestor deve definir com clareza o que deve ser comunicado e escolher o canal mais adequado para efetuar isso.
Assim, é de fundamental importância que o gestor tenha conhecimento real da dinâmica de comunicação do seu grupo de funcionários. É também necessário que defina um plano de comunicação cada vez que trate de implementar mudanças, proponha um posicionamento da instituição frente a demandas sociais ou fale de alteração de estratégias.
Portanto, o principal responsável pelo comportamento instável de seus colaboradores, em muitas situações, é o próprio gestor. Cabe a ele, em vez de queixar-se, examinar a eficiência da comunicação na empresa sob sua liderança, para não dar margem ao “achismo” e a conversas equivocadas, tão prejudiciais ao clima de trabalho e, consequentemente, aos resultados da instituição.