“Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai, eu tornei conhecido a vocês.” (João 15:15)

Planejar, acompanhar, delegar, avaliar, decidir, focar em metas e resultados: em meio a tantas atribuições importantes, os líderes, mesmo fazendo parte de uma equipe, normalmente, sentem-se sozinhos.  Na verdade, com o passar do tempo, a maioria dos líderes começa a desconfiar da generosidade daqueles que os cercam, associando as iniciativas de aproximação, ajuda ou, simplesmente a companhia, como oportunismo ou bajulação. É a famosa síndrome da solidão da liderança, que infelizmente parece acometer boa parte dos nossos coordenadores, gestores, diretores e presidentes de empresas.

O isolamento pode trazer consequências graves para a empresa, tais como decisões menos acertadas e dificuldade na comunicação, bem como sérios problemas para o próprio líder, como angústia, insegurança ou, até mesmo, depressão. Mas, o maior problema é que, quando um líder não confia no seu time, não se pode esperar que o time confie nele.

Como ele será capaz de influenciar cada um que está sob sua responsabilidade?

Como ele irá levar a equipe a realizar coisas extraordinárias?

Como ele irá alcançar os resultados?

Líderes servidores estão cercados por pessoas com quem podem partilhar seus dramas e problemas mais profundos. Eles não andam sozinhos, sabem que, em uma equipe, uns precisam dos outros. Aprenderam a abrir seu coração para que o outro possa entrar e, assim, demonstram confiar nas pessoas e conseguem o tão sonhado engajamento da equipe.

Não é raro encontrarmos líderes dizendo que possuem colaboradores que são de sua confiança, ou seja, que fazem o que ele quer, mas é raro líderes possuírem colaboradores nos quais confia, ou seja, com os quais ele pode abrir seu coração.

Convido você a pensar quais são, na sua equipe, as pessoas em que, realmente, você confia.