Ao acompanhar um grupo de oração no Colégio Magnum, ouvi de um aluno, que deve estar com seus 15 ou 16 anos, a seguinte frase:

“Para mim, a melhor tradução para arrependimento é o aprendizado”.

Este grupo se denomina Oásis e quando presencio crianças e jovens com falas como essa,  entendo melhor o porquê deste nome.

Para apreender, é preciso reconhecer o erro e para reconhecer o erro, é preciso ser humilde e usar o erro como oportunidade de praticar a humildade e, assim, descobrir suas fraquezas e suas limitações.

De uma coisa podemos ter a certeza, uma hora ou outra, nós vamos errar; e se não tivermos a humildade necessária para admitir o erro e aprender com ele, isto é, nos arrependermos, como iremos crescer?

A humildade faz as pessoas grandes.

Segundo o dicionário Aurélio, humildade é a capacidade de reconhecer os próprios erros, defeitos ou limitações.

A soberba, que por sua vez é a qualidade de quem é arrogante, presunçoso, prepotente e intolerante, pode ser considerada o antônimo de humildade.

Qual será a origem da soberba?

Será que não é uma defesa daquele que é limitado em determinadas habilidades socioemocionais, tais como autoconhecimento, autorregulação, autoconfiança, autoestima e até mesmo equilíbrio emocional?

Sendo assim, será que a origem da humildade não está em aceitar as nossas condições humanas? E reconhecendo que, como humanos que somos, temos nossos limites e defeitos e, portanto, erramos?

Para ser humilde, é preciso ser humano.